Panificadores mineiros integram público da Fipan 2019

Representantes da Amipão vão participar da principal feira de negócios da indústria de panificação, confeitaria e de estabelecimentos que atuam no foodservice do país

Vinícius Dantas assume a presidência do Sindicato das Indústrias de Panificação

É a primeira vez que a entidade e a Associação Mineira da Indústria de Panificação terão o mesmo presidente

A partir da segunda quinzena de junho, o Sindicato das Indústrias de Panificação (SIP) inicia uma nova gestão, quando o atual presidente da Associação Mineira da Indústria de Panificação (AMIP), Vinícius Dantas,
assume também a presidência do sindicato. É a primeira vez que uma mesma pessoa estará à frente das duas instituições em um momento em que o segmento panificador se direciona para uma reinvenção alinhada às novas demandas do setor. Para superar esses desafios, Dantas destaca a colaboração das diretorias, dos servidores e dos associados.


“Eu fico muito satisfeito por esse desafio, tenho ao meu lado ótimos profissionais que compraram comigo esse novo momento. Tivemos excelentes histórias de gestão presidencial, muitas passagens que marcaram bastante as entidades, como a do Tarcísio e a do Batista
que foram muito importantes em seus papéis, mas agora os tempos demandam mudanças”

, aponta o presidente.

Entre os maiores desafios, Dantas cita a atual rejeição ao glúten, a expansão dos supermercados no meio da panificação e as novas formas de consumir no país.

“Há uma mudança de paradigma na composição de consumo do brasileiro e a gente vai se posicionar para atender essa demanda. A panificação é muito grande e a nossa capilaridade é muito importante”

Vinicius Dantas

Dantas conversou com a nossa equipe sobre essa nova jornada em que está prestes a embarcar, quais desafios espera encontrar pelo caminho e como pretende superá-los. Confira!

Pela primeira vez sindicato e associação terão o mesmo presidente. O que isso significa para o setor da panificação mineira?
Pela primeira vez, de fato, nós estamos com um único presidente a partir do dia 15, quando me torno também presidente do Sindicato. Isso é muito importante para o setor porque os processos ficam mais rápidos, principalmente os decisórios. Uma nova gestão é sempre uma vida nova.
A nossa intenção é criar ferramentas e produtividade perante aos nossos empregados para que a gente tenha uma postura mais rápida para o segmento, ajudando-o a se reinventar.

O que você espera dessa nova gestão?
Para essa gestão eu tenho a expectativa de que seja mais participativa, com os diretores colaborando mais. Esse é o grande pedido que tem sido feito
em todas as reuniões, que a gente tenha mais participação da diretoria e que o sistema deixe de ser tão presidencialista, exatamente pelo isolamento do presidente, que termina tendo que decidir por tudo o que
ocorre no segmento.

Como lidar com as particularidades de cada uma das instituições em uma gestão integrada?
As particularidades de cada uma das instituições serão colocadas no papel quando o momento for adequado, quando o conceito e o conteúdo for político e realmente técnico. Nós temos pessoas capacitadas nas nossas dependências e que, com certeza, irão colaborar, com a nossa participação e direcionamento, para que todos mostrem seu profissionalismo em sua
área de atuação.

Quais os desafios você acredita que irá encontrar?
É um momento novo, no qual o consumo e seu próprio conceito atingem, de certa forma, o principal produto de venda nas padarias. Nós vamos ter que
nos reinventar. Isso é muito importante e é um desafio que mexe muito com a nossa ideologia.

Como fazer para superá-los?
Para superá-los haverá muito trabalho. Sabemos disso, mas nós vamos descobrir a origem de tudo aquilo que foi feito e que nos prejudicou, para que a gente mostre que há alguns equívocos de conceitos. Então, se for necessário, vamos, por exemplo, às faculdades de nutrição e de gastronomia defender que realmente a questão do glúten é um equívoco. O que se tem hoje de resistência ao glúten passa um pouco pela falta de consumo do produto, ou seja, é a abstinência que provoca as reações causadas pelo glúten.

“Para essa gestão eu tenho a expectativa de que seja mais participativa, com os diretores colaborando mais. Esse é o grande
pedido que tem sido feito em todas as reuniões, que a gente tenha mais participação da diretoria e que o sistema deixe de ser tão
presidencialista.”

Como você vê essa nova presidência?
Eu fico muito satisfeito por esse desafio, tenho ao meu lado ótimos profissionais que compraram comigo esse novo momento. Tivemos excelentes histórias de gestão presidencial, muitas passagens que marcaram bastante as entidades, como a do Tarcísio e a do Batista. Foram muito importantes em seus papéis. Os tempos demandam mudanças. Hoje temos os supermercados com uma linha muito glamourosa de produtos, mas a gente sabe que a panificação tem uma capacidade e uma capilaridade muito maior para se posicionar. Realmente, o momento é oportuno:
acreditamos que essa oportunidade vem juntamente com uma mudança de paradigma na composição de consumo do brasileiro e visamos nos posicionar para atender essa demanda. A panificação é muito grande e a nossa capilaridade é muito importante.

Panificadora Pão Francês, um exemplo de empreendedorismo na Serra do Salitre (MG)

Nos últimos dez anos o Brasil passou de 14,6 milhões de empreendedores para 49,3 milhões, segundo dados da Pesquisa Global GEM.

Nos últimos dez anos o Brasil passou de 14,6 milhões de empreendedores para 49,3 milhões, segundo dados da Pesquisa Global GEM. Um estudo realizado recentemente revelou que, de 2007 a 2017, o número de pessoas entre 18 e 64 anos que exerciam alguma atividade empreendedora no país mais que triplicou, elevando os indicadores da categoria. Dentre as opções para quem deseja abrir o próprio negócio, o Setor de Alimentação aparece no topo do ranking, tendo as padarias e confeitarias como alvo daqueles que pretendem investir com expectativas mais assertivas de retorno no médio a longo prazo.

O destaque na pesquisa, no entanto, é um ousado grupo de empreendedores que, dispostos a abrir mão de suas sólidas carreiras construídas em outros setores da Economia, aceitaram o desafio de ingressar no varejo alimentar. Espalhados hoje por todo o Brasil, esses empresários não se limitaram a polos ou regiões de maior volume populacional, ao contrário, transformam suas cidades, pequenas ou grandes, no público necessário para empreender e alcançar o próprio espaço. Um exemplo disso é a empresária Carmen de Fátima Carranza, proprietária da Pão Francês, hoje a atual referência em panificação da Serra do Salitre, em Minas Gerais.

Funcionária pública federal do Banco do Brasil, Carmen renunciou a estabilidade da carreira que exercia nos Estados de São Paulo e Brasília para voltar ao interior e abrir o próprio negócio em um ramo totalmente diferente. “Sempre gostei da panificação, por isso tomei a decisão de seguir esse caminho e, hoje, a Pão Francês comemora os seus 24 anos”, declara ela, que aponta as particularidades da cidade pequena como o grande desafio que precisou transpor para vencer o mercado.

Crescimento das cidades significa aumento de público… e também da concorrência

De início com um pequeno contingente populacional, Serra do Salitre cresceu e tornou-se conhecida pela atividade da mineração, presente no município. Apresentando um crescimento do número de habitantes e também das relações comerciais, a cidade cresceu em público, mas também na concorrência. “Assim como outras empresas, várias padarias foram abertas aqui no decorrer do tempo, porém, com muito trabalho e dedicação, a Pão Francês assumiu uma posição de destaque entre os municípios de Patos de Minas, Patrocínio e Araxá. Hoje, é possível dizer, com base nas análises e declarações dos clientes, que estamos no nível mais alto na panificação da minha região”, afirma Carmen, que testifica também os depoimentos extraídos de clientes atendidos de outros Estados, como São Paulo.

Ainda de acordo com ela, o esmero de seus produtos rendeu a indicação de sua própria cartela de clientes àquele público itinerário, formado por pessoas que utilizam a cidade como caminho para acesso as demais cidades de Minas e também de outros Estados. “Atualmente, é comum os viajantes receberem indicações para provar nossos produtos, e assim temos o público fixo e também atendemos quem vem de fora”, explica.

Disponibilidade de recursos, um dos gargalos da pequena cidade para a obtenção de matéria-prima

Controle de fornecedores, gestão de ingredientes para os itens do mix e planejamento de logística. Todos esses pontos passam hoje por um trabalho estratégico de Carmen, que devido à localização do município vive na administração da empresa contratempos referentes ao abastecimento dos recursos necessários para a produção.

Driblando esses contratempos por meio do planejamento, a empresa consegue manter um mix de produtos extraídos de um receituário que, ao todo, possui mais de 500 itens. “Selecionamos aqueles que melhor se encaixam naquele momento e prezamos pela variedade. Conto com as receitas que são próprias e criadas por uma tia que hoje estaria completando os seus 130 anos”, revela.

Agregar conhecimento e abrir-se para novas diretrizes: uma ferramenta para a gestão com alta efetividade

Através da Amipão e participação do Projeto Sebrae TEC, a Pão Francês tornou-se uma das empresas atendidas pela Metodologia Propan no país. Com atendimento realizado pelos consultores e implantados na gestão empresarial, foram aplicadas estratégias da Metodologia no negócio. “Recebemos consultoria em todas as áreas, e isso ajudou muito. Passamos a trabalhar com Mark’Up, e com isso foi possível saber sobre os ganhos, e antes não era possível acompanhar dessa forma os lucros. Lembro do início simples, empresa pequena e com apenas cinco funcionários. Mas hoje, com trabalho árduo e dedicação, aperfeiçoamos o que construímos e evoluímos muito. Tenho uma equipe com 28 funcionários, realizei várias reformas necessárias e tornei a loja no nosso cartão de visitas”, afirma.

Atualmente, Carmen trabalha com a parte estratégica do negócio e pratica em sua gestão o controle de qualidade dos produtos, por meio do qual mantém o equilíbrio e também as características essenciais. Indo desde a panificação tradicional à confeitaria e lanchonete, ela encontrou o padrão de qualidade necessário e também o apoio de quem já está há 25 anos no mercado em atuação no Setor. Considerada hoje um exemplo do empreendedorismo nas pequenas cidades do país, a Pão Francês soube utilizar o primor em seus produtos e serviços para tornar-se grande em representatividade na panificação.

Crise segura repasse da alta do dólar para consumidor final

Reflexo da instabilidade política, câmbio faz restaurante cortar lucro para não perder cliente

Depois de duas sessões de alta, beirando os R$ 4, o dólar comercial recuou e terminou essa quarta-feira (8) em R$ 3,93. Apesar da trégua, analistas de mercado afirmam que a instabilidade política ainda vai segurar o câmbio em patamares altos por um bom tempo. O impacto não vem só para quem investe ou pretende viajar para o exterior. Do pãozinho ao combustível, tudo que depende de cotação internacional já está mais caro para indústrias e lojistas. Os aumentos só não chegaram ao consumidor final ainda porque a crise econômica derrubou as vendas e está impedindo ou, pelo menos, adiando o repasse.

O presidente do Sindicato e Associação Mineira das Indústrias de Panificação (Amipão), Vinícius Dantas, lembra que, em janeiro deste ano, a saca de trigo estava custando cerca de R$ 62. Agora, custa R$ 72, alta de 16%. “Só nas duas últimas semanas, tivemos dois aumentos de 5%. Com a atual situação de desemprego e atraso de salários dos servidores estaduais em Minas Gerais, não conseguimos repassar. O quilo do pão continua custando, em média R$ 15,90, o mesmo valor do começo do ano”, explica. Segundo Dantas, o setor só consegue segurar os aumentos por, no máximo, mais três meses.

O dono do restaurante Empório do Clã, Alexandre Alvarenga, calcula que, desde janeiro, sua margem de lucro já caiu 10%. “Eu trabalho com muitos ingredientes importados, como bacalhau, peixes, chocolates. Só o azeite subiu cerca de 15%. Eu não posso subir os preços nem mudar o meu cardápio, pois o cliente vem em busca daqueles pratos específicos. Também não posso trocar fornecedores porque não quero arriscar perder a qualidade. O jeito é reduzir o lucro”, destaca.

O professor de economia da Faculdade Arnaldo Alexandre Miserani afirma que a alta do dólar é reflexo do quadro de instabilidade política do Brasil, que ainda não conseguiu colocar em prática as promessas feitas durante a campanha das eleições presidenciais, como gerar empregos. Ele cita que o Brasil tem hoje 13 milhões de desempregados e 27 milhões de pessoas que já desistiram de procurar emprego.

“Muitas pautas estão travadas no Congresso, como a reforma da Previdência. O ritmo lento impede que o crescimento seja veloz, pois repercute no cenário internacional como um país que não tem a devida estabilidade para ter credibilidade de investimentos estrangeiros”, avalia Miserani.

Turista deve tentar pagar tudo em reais

Para quem vai viajar, o peso do câmbio é ainda maior, pois o dólar turismo está já ultrapassou os R$ 4. Comprar com antecedência ajuda, mas nem sempre é possível. Então, a alternativa é lançar mão de estratégias para amenizar. A CVC, por exemplo, sugere que o turista inclua no pacote o máximo de serviços, como locação e veículos, ingressos e até o seguro, para conseguir diluir os custos, já que é possível parcelar a viagem em até 12 vezes, pagando em real.

Enquanto quem vai viajar para o exterior ou precisa importar insumos está preocupado, quem exporta não tem do que reclamar. A Forno de Minas, por exemplo, está com o saldo positivo. “Mesmo precisando importar insumos, temos mais benefícios do que prejuízos, pois exportamos para cerca de 20 países”, explica a diretora de marketing, Valéria Favaretto. A empresa mineira, famosa pelo pão de queijo, acaba de entrar no mercado do México, para onde está exportando waffles.

Taxa de juros

Selic. Apesar de reconhe- cer o ritmo lento da econo- mia em 2019, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nessa quarta-feira (8) manter a Selic (taxa básica de juros) em 6,50% ao ano.

Esperado. Essa foi a nona manutenção consecutiva.

Devagar. O BC destacou que o risco de uma inflação menor devido ao fraco desempenho econômico se elevou desde março.

Mão na massa – Cursos de Panificação

Amipão oferece cursos de aperfeiçoamento para profissionais da panificação.

Amipão oferece cursos de aperfeiçoamento para profissionais da panificação. Entidade realizará os cursos “Formação Gerencial”, “Boas Práticas de Fabricação de Alimentos” e “Panificação Artesanal”.

A partir de terça-feira, dia 23 de abril, até o dia 29 de maio, a entidade realizará o curso “Formação Gerencial”. Sempre às terças e quartas-feiras, com dois encontros semanais das 15h às 19h, gerentes e proprietários de padarias poderão aperfeiçoar seus conhecimentos em relações interpessoais, regimento interno, motivação, formação de equipe, comunicação no trabalho, administração de conflitos, entre outros temas. O curso será realizado na sede da Amipão (Av. do Contorno, 4610, 2º andar, Funcionários) e o investimento é de R$ 300 para associados e R$ 450 para não associados.

De 23 a 25 de abril, acontece o curso “Boas Práticas de Fabricação de Alimentos”, com a instrutora Mariana Braga. Voltado para profissionais que manipulam alimentos, os participantes poderão se atualizar e aperfeiçoar seus conhecimentos em controle de perigos, boas práticas de fabricação fundamentais (PPHO) e requisitos complementares da BPF, entre outros aspectos. O curso também será realizado na sede da Amipão (Av. do Contorno, 4610, 2º andar, Funcionários), das 15h às 19h, e o investimento é de R$ 145 para associados e R$ 290 para não associados.

Por fim, de 24 a 26 de abril, será realizado o curso “Panificação Artesanal”, em parceria com o Senai. Profissionais das áreas de panificação e confeitaria aprenderão a preparar delícias como rosca galega, pão italiano, pão de cerveja preta, pão galego, baguete artesanal, pão de centeio, pão de nozes e uvas passas, pão de milho com cenoura e ciabatta. A programação ainda conta com técnicas de preparação.

Gratuito e exclusivo para profissionais das padarias associadas à entidade, este curso será ministrado pela instrutora do Senai Poliana Guedes e terá suas aulas realizadas na unidade Lagoinha da instituição (Av. Antônio Carlos, 561 – Lagoinha), das 13h às 17h.

As matrículas para todos os cursos podem ser realizadas pelo telefone da Central de Relacionamento da Amipão, (31) 3282-7559. Vagas limitadas.

Serviço: Curso “Formação Gerencial”

Data: 23 de abril a 29 de maio, terças e quartas-feiras, das 15h às 19h

Local: Amipão Matriz – Av. do Contorno, 4610, 2º andar, Funcionários

Valor: R$ 300 para associados e R$ 450 para não associados

Serviço: Curso “Boas Práticas de Fabricação de Alimentos”

Data: 23 a 25 de abril, das 15h às 19h

Local: Amipão Matriz – Av. do Contorno, 4610, 2º andar, Funcionários

Valor: R$ 145 para associados e R$ 290 para não associados

Serviço: Curso “Panificação Artesanal”

Data: 24 a 26 de abril, das 13h às 17h

Local: Senai – Av. Antônio Carlos, 561 – Lagoinha

Curso gratuito para profissionais de padarias associadas à entidade

Amipão alerta para a segurança do consumo de pão diretamente das padarias

Entidade busca sensibilizar consumidores e autoridades para a atenção dispensada pela indústria da panificação para a segurança do consumo direto das padarias.

Entidade busca sensibilizar consumidores e autoridades para a atenção dispensada pela indústria da panificação para a segurança do consumo direto das padarias

Qualidade e procedência. Esses dois quesitos são primordiais ao escolhermos os alimentos que consumimos, não é mesmo? Pensando nisso, o Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão) lança um alerta para conscientizar a população para o consumo de pão exclusivamente em padarias.

Há alguns meses, a entidade tem realizado diversas ações de conscientização da população, por meio de comunicação com consumidores, visitas a escolas, articulação com órgãos regulamentadores para fomento e intensificação da fiscalização das atividades irregulares, além da contínua oferta de cursos, treinamentos e capacitações para os profissionais do setor – muitos deles gratuitos – que ampliam ainda mais a qualidade dos pães, das roscas, dos bolos e de outros produtos de fabricação própria.

Para o presidente da Associação Mineira da Indústria da Panificação (AMIP), entidade que compõe a Amipão, Vinícius Dantas, ao efetuar sua compra na padaria o cliente tem a tranquilidade de consumir um produto de qualidade. “O consumidor precisa refletir e entender que, além da comodidade, outros critérios devem definir sua decisão de compra, como a procedência e a segurança alimentar de si mesmo e de sua família”, afirma.

Em estabelecimentos e serviços amadores ou irregulares, que não seguem as normas de regulamentação e não se submetem à fiscalização da Vigilância Sanitária, não tem como garantir a segurança alimentar, nutricional e regulamentar dos produtos, entre eles o pão francês, que deve ser cobrado a partir da pesagem.

Andrea Belloni, gerente de produtos da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), afirma que a fiscalização em todo e qualquer segmento abrange as condições de higiene sanitária, manipulação, acondicionamento e transporte dos alimentos, o que confere aos consumidores garantias de segurança. “Ao comprar produtos de panificação fora da padaria, como por exemplo, por vendedores e intermediários nas ruas, o consumidor assume o risco com relação à origem do produto, condições de transporte, temperatura e acondicionamento, por exemplo”, diz.

“Entendemos que em tempos de desemprego em alta e restabelecimento da economia, muitos buscam na panificação e na confeitaria uma atividade informal para recompor sua renda. Por outro lado, é preciso deixar claro para os consumidores e autoridades que a indústria da panificação investe sistematicamente em qualificação, treinamento, controle de contaminações e equipamentos que visam a segurança das operações e a qualidade dos produtos finais. Portanto, alertamos aos consumidores que avaliem rigorosamente o ambiente onde são consumidos ou adquiridos seus produtos de panificação”, finaliza Dantas.

Fique ligado – Profissionais da panificação

Na próxima semana, a Amipão, entidade composta pelo Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação, vai promover dois cursos voltados para profissionais do setor.

Na próxima semana, a Amipão, entidade composta pelo Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação, vai promover dois cursos voltados para profissionais do setor. De 8 a 10 de abril, das 13h às 17h, ocorre o curso Small cake – monoporções, no qual os alunos aprenderão a preparar com o instrutor do Senai Luiz Gustavo Brant delícias para serem servidas em formatos individuais como o clássico italiano Tiramusù, feito à base de café e mascarpone; a Surpresa de Morango, que agrada a todos os paladares; e o Citron, um delicioso e refrescante bolo de limão.

A programação ainda conta com técnicas de preparação. Gratuito e exclusivo para profissionais das padarias associadas à entidade, o curso será realizado na unidade Lagoinha do Senai (Av. Antônio Carlos, 561 – Lagoinha).Nos mesmos dias, de 8 a 10 de abril, os profissionais que lidam com atendimento nas padarias terão a oportunidade de se atualizar e aprender novas técnicas de atendimento e vendas no curso “Como despertar seu potencial em vendas”, ministrado pela consultora Leila Barbosa.

O curso vai ser realizado na sede da entidade (Avenida do Contorno, 4.610, 2º andar, bairro Funcionários), sempre das 15h às 19h. O investimento é de R$ 130 para associados e de R$ 260 para não associados.Mais informações e inscrições pelo telefone (31) 3282-7559. As vagas são limitadas.

Seminário debate os caminhos da Panificação e Food Service

Com estrutura inédita, o espaço contou com exposição de produtos e demonstração de uso de equipamentos e mobiliário inovadores focados no aumento da produtividade e qualidade.

Com estrutura inédita, o espaço contou com exposição de produtos e demonstração de uso de equipamentos e mobiliário inovadores focados no aumento da produtividade e qualidade
29/03/2019 Seminário debate os caminhos da Panificação e Food Service Com estrutura inédita, o espaço contou com exposição de produtos e demonstração de uso de equipamentos e mobiliário inovadores focados no aumento da produtividade e qualidade

Com o objetivo de disseminar informações sobre tecnologia, gestão, mercado, processos e outros fatores que impactam positivamente no negócio da alimentação, em especial panificação, a Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (Abip) e o Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Alimentação, Panificação, Confeitaria e de Massas Alimentícias do Vale do Aço (Sinpava) com apoio do SENAI e FIEMG Regional Vale do Aço, Sebrae; e das empresas parceiras Prática, Ireks, Bralyx, JTI, Dinox, TudoBom e Eme Solar promoveram o Seminário “Ações que fazem sua empresa lucrar mais” em Ipatinga. O evento reuniu mais de 200 participantes em dois dias de intensa programação.

Com estrutura inédita, o espaço contou com exposição e demonstração de uso de equipamentos e mobiliário com tecnologia de ponta focados no aumento da produtividade e qualidade de produtos, como fornos, câmaras climáticas e maquinário para preparo de salgados e confeitaria em escala industrial, além de expositores de produtos. Na parte teórica, oito palestrantes nacionais estiveram presentes.

Atualização, aumento da lucratividade e produtividade trazendo um novo modelo de negócio a região foram as prioridades do evento. “As padarias não podem ficar fora dessa grande oportunidade de mercado. Atender as demandas do cliente de forma plena é um desafio, mas é possível. Para isso é importante se capacitar, aprender e voltar para a loja para colocar a mão na massa”, afirma José Batista de Oliveira, presidente da ABIP.

Para o presidente do Sinpava, Fabrício Lara, o evento superou todas as expectativas. “Foram dois dias de vasto conteúdo e dicas efetivas e de fácil implantação, acesso a novas tecnologias, produtos e tendências. Acredito que os participantes saíram daqui com novas perspectivas e visão de mercado com foco na aplicabilidade e aumento da competitividade de seu negócio”.

Sebastião Fernandes de Araújo, sócio – presidente da Padaria Pão Total, parabenizou a iniciativa do Sindicato e da ABIP. “O setor de alimentação e panificação do Vale do Aço ganhou muito em todos os aspectos, principalmente no que se refere a produtividade e competitividade. Que esse formato de evento entre para o calendário do setor e que possamos colocar em prática todo o aprendizado”, disse.

Programação

As atividades começaram na quarta-feira (27) com recepção e visita ao espaço de negócios montado. Os participantes se surpreenderam com a quantidade e qualidade dos equipamentos montados pelos parceiros e participaram de momento de troca de experiências. Em seguida, Emerson Amaral iniciou a programação técnica com a palestra “Pequenas atitudes que geram lucro”, convidando para uma reflexão acerca de rotinas das padarias.

Seguiu-se com apresentação de Darcy Holanda Mendes, da Ireks, sobre as tendências de saudabilidade e, após, Bruno Sidartha, da JTI, que apresentou a excelência no atendimento e atitudes que encantam o cliente. Com a última palestra da noite, Ângelo Souza, da Prática, ministrou conteúdo sobre congelamento de pães e alternativas para a lucratividade. A noite encerrou com degustação de produtos e networking.

No segundo dia, quinta-feira (28), as atividades iniciaram pela manhã com movimentada participação ao espaço de negócios montado e demonstração de equipamentos, tecnologias e produtividade. Após o almoço, seguiu-se com palestra-show sobre pães de longa fermentação com os técnicos Gleidson Silva e Christiano Aguiar, da Ireks. Em seguida, os chefs Henrique Rats e João Damião, ambos da Prática, convidaram Alexsandro Kitsidis, também da Prática, para uma demonstração sobre lanches rápidos na padaria, como pizzas e sanduíches. Finalizando a parte técnica do evento, Alexandre Cardoso Giovannini, da Bralyx, apresentou conteúdos sobre oportunidades e produtividade em confeitaria e salgados, por meio da automação. Ao final, os participantes degustaram os produtos e tiveram mais um momento de troca de experiências.

O Seminário “Ações que fazem sua empresa lucrar mais” faz parte do Circuito Nacional Padaria Conceito, iniciativa da ABIP no fortalecimento do setor de panificação nacional.