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Dia mundial do pão

Amipão convoca doadores de sangue para um café especial no Hemocentro BH; ABIP realiza campanha que celebra as várias maneiras de comer pão

Presente em boa parte das mesas do mundo inteiro, o pão é um alimento versátil que vai bem do café da manhã ao jantar. Pão francês, baguete, bisnaga, ciabatta, croissant são apenas algumas das possibilidades e sabores que a receita oferece.

O prestígio é tanto que a iguaria recebeu uma data mundial para celebração. Em 2000, a União dos Padeiros e Confeiteiros em Nova York determinou o Dia Mundial do Pão, comemorado em 16 de outubro. Por aqui no Brasil, padarias planejam ações sociais de mobilização que pretendem intensificar a relação dos clientes com o alimento.

Para celebrar a data, o Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão) promove, em parceria com as padarias da Região Metropolitana de Belo Horizonte e com o Hemocentro da capital, uma campanha de sensibilização para a doação de sangue, órgãos e medula óssea.

A ação acontece dia 30 de outubro, entre 8h e 17h. A iniciativa vai enviar um convite especial para os doadores de sangue e medula óssea cadastrados no Hemominas. Aqueles que comparecerem para a doação, serão recebidos com um café da manhã oferecido pela Amipão.

No ano passado, a edição incentivou 280 pessoas a visitar a unidade. O retorno positivo impressionou a diretoria do Hemocentro da capital mineira, que espera superar os números de 2018. “A gente trabalha com tanto carinho. Ações assim garantem que muitas pessoas permaneçam ao lado das famílias. Estamos gratos e confiantes que vamos superar o ano passado”, conta Hellen Dupim, do Hemominas.

O presidente da Amipão, Vinícius Dantas, celebrou o significado do alimento. “O pão é uma iguaria de grande simbologia. No catolicismo, por exemplo, representa a partilha, a multiplicação. É gratificante ter a oportunidade de usar a tradicional receita para estimular a solidariedade no dia em que o alimento é celebrado”, afirma.

ABIP QUER RESGATAR MEMÓRIA AFETIVA NO DIA MUNDIAL DO PÃO

A Amipão também está apoiando a campanha realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP), “Todo mundo tem um jeito de comer pão francês: qual é o seu?”.

A iniciativa pretende avivar a memória afetiva de muitas pessoas e trazer à tona o sentimento de afeto pelo alimento. Para participar, os interessados precisam acessar o site da associação, baixar as peças da campanha e decorar a padaria com as artes. Fotografe, faça vídeos e não esqueça de marcar a ABIP nas redes sociais com a hashtag #meupãofrancês.

Para Dantas, o principal produto das padarias precisa ser mesmo valorizado. “Mudar a decoração em períodos sazonais é um atrativo a mais para os clientes. E, afinal, quem não tem uma lembrança gostosa quando sente o cheirinho de pão saindo do forno? É uma maneira de recordar a importância desse alimento na vida das pessoas”, explica.

 SAIBA O QUE É NECESSÁRIO PARA A DOAÇÃO DE SANGUE:

– Ter e estar com boa saúde.
– Pesar mais de 50 kg.
– Ter entre 16 e 69 anos de idade.

* Jovens de 16 e 17 anos podem doar acompanhados pelo responsável legal, que deverá apresentar um documento de identidade e assinar a autorização no local de doação. Se desacompanhado, o jovem deverá apresentar autorização preenchida e assinada (modelo disponível no site www.hemominas.mg.gov.br) e a foto cópia do mesmo documento de identidade do responsável constante na autorização. A partir de 61 anos, o candidato à doação precisa comprovar a realização de pelo menos uma doação anterior.

– Não ter tido hepatite após os 11 anos de idade.
– Não ter sido exposto a situação de risco acrescido para doenças sexualmente transmissíveis.
– Não ter sido submetido a exame de endoscopia ou broncoscopia nos últimos 6 meses.
– Não ter feito tatuagem nos últimos 12 meses.
– Ter dormido bem na noite anterior à doação.
– Alimentar-se antes da doação pela manhã. Se for doar após o almoço, dar um intervalo de 3 horas.

PARA CANDIDATOS A DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA

– Pessoas entre 18 e 55 anos podem cadastrar-se no Hemocentro mais próximo, quando encontrarem compatibilidade com a sua medula, entrarão em contato com o doador;

– Não pode ser portador de HIV, hepatite C ou se tem/teve algum tipo de câncer.

PARA CANDIDATOS A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Para ser doador de órgãos, você precisa avisar sua família; um único doador salva em média 8 a 10 pessoas.

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Fondue no Pão Italiano

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Panificadora Pão Francês, um exemplo de empreendedorismo na Serra do Salitre (MG)

Nos
últimos dez anos o Brasil passou de 14,6 milhões de empreendedores para
49,3 milhões, segundo dados da Pesquisa Global GEM. Um estudo realizado
recentemente revelou que, de 2007 a 2017, o número de pessoas entre 18 e
64 anos que exerciam alguma atividade empreendedora no país mais que
triplicou, elevando os indicadores da categoria. Dentre as opções para
quem deseja abrir o próprio negócio, o Setor de Alimentação aparece no
topo do ranking, tendo as padarias e confeitarias como alvo daqueles que
pretendem investir com expectativas mais assertivas de retorno no médio
a longo prazo.

O destaque na pesquisa, no entanto, é um ousado
grupo de empreendedores que, dispostos a abrir mão de suas sólidas
carreiras construídas em outros setores da Economia, aceitaram o desafio
de ingressar no varejo alimentar. Espalhados hoje por todo o Brasil,
esses empresários não se limitaram a polos ou regiões de maior volume
populacional, ao contrário, transformam suas cidades, pequenas ou
grandes, no público necessário para empreender e alcançar o próprio
espaço. Um exemplo disso é a empresária Carmen de Fátima Carranza,
proprietária da Pão Francês, hoje a atual referência em panificação da Serra do Salitre, em Minas Gerais.

Funcionária
pública federal do Banco do Brasil, Carmen renunciou a estabilidade da
carreira que exercia nos Estados de São Paulo e Brasília para voltar ao
interior e abrir o próprio negócio em um ramo totalmente diferente.
“Sempre gostei da panificação,
por isso tomei a decisão de seguir esse caminho e, hoje, a Pão Francês
comemora os seus 24 anos”, declara ela, que aponta as particularidades
da cidade pequena como o grande desafio que precisou transpor para
vencer o mercado.

Crescimento das cidades significa aumento de público… e também da concorrência

De
início com um pequeno contingente populacional, Serra do Salitre
cresceu e tornou-se conhecida pela atividade da mineração, presente no
município. Apresentando um crescimento do número de habitantes e também
das relações comerciais, a cidade cresceu em público, mas também na
concorrência. “Assim como outras empresas, várias padarias foram abertas
aqui no decorrer do tempo, porém, com muito trabalho e dedicação, a Pão
Francês assumiu uma posição de destaque entre os municípios de Patos de
Minas, Patrocínio e Araxá. Hoje, é possível dizer, com base nas
análises e declarações dos clientes, que estamos no nível mais alto na panificação
da minha região”, afirma Carmen, que testifica também os depoimentos
extraídos de clientes atendidos de outros Estados, como São Paulo.

Ainda
de acordo com ela, o esmero de seus produtos rendeu a indicação de sua
própria cartela de clientes àquele público itinerário, formado por
pessoas que utilizam a cidade como caminho para acesso as demais cidades
de Minas e também de outros Estados. “Atualmente, é comum os viajantes
receberem indicações para provar nossos produtos, e assim temos o
público fixo e também atendemos quem vem de fora”, explica.

Disponibilidade de recursos, um dos gargalos da pequena cidade para a obtenção de matéria-prima

Controle
de fornecedores, gestão de ingredientes para os itens do mix e
planejamento de logística. Todos esses pontos passam hoje por um
trabalho estratégico de Carmen, que devido à localização do município
vive na administração da empresa contratempos referentes ao
abastecimento dos recursos necessários para a produção.

Driblando
esses contratempos por meio do planejamento, a empresa consegue manter
um mix de produtos extraídos de um receituário que, ao todo, possui mais
de 500 itens. “Selecionamos aqueles que melhor se encaixam naquele
momento e prezamos pela variedade. Conto com as receitas que são
próprias e criadas por uma tia que hoje estaria completando os seus 130
anos”, revela.

Agregar conhecimento e abrir-se para novas diretrizes: uma ferramenta para a gestão com alta efetividade

Através da Amipão
e participação do Projeto Sebrae TEC, a Pão Francês tornou-se uma das
empresas atendidas pela Metodologia Propan no país. Com atendimento
realizado pelos consultores e implantados na gestão empresarial, foram
aplicadas estratégias da Metodologia no negócio. “Recebemos consultoria
em todas as áreas, e isso ajudou muito. Passamos a trabalhar com
Mark’Up, e com isso foi possível saber sobre os ganhos, e antes não era
possível acompanhar dessa forma os lucros. Lembro do início simples,
empresa pequena e com apenas cinco funcionários. Mas hoje, com trabalho
árduo e dedicação, aperfeiçoamos o que construímos e evoluímos muito.
Tenho uma equipe com 28 funcionários, realizei várias reformas
necessárias e tornei a loja no nosso cartão de visitas”, afirma.

Atualmente,
Carmen trabalha com a parte estratégica do negócio e pratica em sua
gestão o controle de qualidade dos produtos, por meio do qual mantém o
equilíbrio e também as características essenciais. Indo desde a panificação
tradicional à confeitaria e lanchonete, ela encontrou o padrão de
qualidade necessário e também o apoio de quem já está há 25 anos no
mercado em atuação no Setor. Considerada hoje um exemplo do
empreendedorismo nas pequenas cidades do país, a Pão Francês soube
utilizar o primor em seus produtos e serviços para tornar-se grande em
representatividade na panificação.